UFRN inaugura primeira planta piloto de energia fotovoltaica
Notícia publicada em 10/06/2016GeraisA primeira planta piloto de energia fotovoltaica desenvolvida pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foi inaugurada na tarde da última segunda-feira, 6, no Núcleo de Pesquisa e Inovação em Tecnologia da Informação (NPITI) do Campus Central. A solenidade marcou a entrada em operação do sistema voltado ao desenvolvimento de conhecimentos acerca da geração fotovoltaica – transformação de radiação solar em energia elétrica por meio das células fotovoltaicas.
“Posso garantir que, a partir de hoje, outros alunos poderão ter a mesma oportunidade de aprendizado que eu experimentei ao longo dos três anos de execução do projeto”, comemora o recém-doutor Thiago de Oliveira Alves Rocha, formado pela UFRN no projeto do desenvolvimento da planta piloto.
O ex-aluno explica que o diferencial do trabalho está na sua concepção, planejamento e execução. Segundo ele, exceto os módulos fotovoltaicos, todos os componentes, sistemas e softwares foram integralmente criados pela equipe de técnicos, mestrandos e doutorandos do Laboratório de Eletrônica de Potência e Energias Renováveis ().
Essa estrutura concebida em forma de laboratório, portanto, permite a complementação da formação de engenheiros eletricistas e serve de objeto para dissertações de mestrado e teses de doutorado. O grupo de pesquisa do Leper espera atender, por semestre, cerca de 30 alunos de graduação e 10 discentes de pós-graduação.
Parcerias
A planta de 10 kWp (kilowatt-pico) é fruto do projeto “Estudo da Geração Fotovoltaica Centralizada e seu Impacto no Sistema Elétrico”, realizado por meio de parceria entre Petrobras, CTGAS-ER e UFRN. Esta última ficou com a coordenação geral e a implantação da planta piloto para desenvolvimento das atividades de ensino e pesquisa.
A reitora da UFRN, Angela Maria Paiva Cruz, ressalta a importância de cooperações como essa para o aperfeiçoamento das matrizes de energias renováveis. Atualmente, apenas 0,02% da potência energética elétrica brasileira é proveniente da geração fotovoltaica, enquanto mais de 60% são advindos das usinas hidrelétricas.
“Estamos abertos a parcerias com outros órgãos e instituições de ensino superior, para que o Rio Grande do Norte tenha desenvolvimento mais firme e avançado nos próximos anos, para este e outros projetos que contribuem, não apenas, para o desenvolvimento tecnológico, mas também com a qualidade de vida por meio da sustentabilidade ambiental”, afirma a reitora.
O potencial de produção potiguar foi destacado por Carla Wilza Souza de Paula Maitelli, vice-diretora do Centro de Tecnologia da UFRN. Segundo a professora, o estado é celeiro para energias renováveis, cuja implantação exige planejamento, investimento e pesquisas.
Ainda participaram da inauguração da planta fotovoltaica o coordenador do LEPER, professor Ricardo Lúcio de Araújo Ribeiro e o gerente geral de Pesquisa e Desenvolvimento em Abastecimento e Biocombustíveis do CENPES/Petrobras, Oscar Rene Chamberlain Pravia, além de representantes de outros órgãos, docentes, alunos e servidores da UFRN.
Fonte: Boletim Diário da UFRN – Natal/RN, terça-feira, 07 de junho de 2016 – nº 104 – Ano XVI
