Ramo Estudantil do IEEE incentiva estudantes de escola pública a explorarem a área de exatas
Notícia publicada em 29/05/2023Gerais
O Ramo Estudantil do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), localizado na Universidade Federal do Rio Grande (UFRN), está desenvolvendo o Projeto IEEE Irmão, que consiste em visitar escolas públicas e estimular o ingresso de alunos do ensino médio na universidade. O foco, porém, é despertar o interesse dos jovens pela graduação na área de exatas, com palestras e demonstrações práticas. A iniciativa teve início no mês de maio e dura quatro meses, com encerramento em agosto.
O IEEE é um grupo formado por estudantes de diversos cursos da universidade que realiza atividades em prol da comunidade externa e interna da UFRN, desenvolvendo projetos, palestras, seminários, workshops, minicursos e visitas técnicas, voltadas para qualquer pessoa que tenha interesse, independente de estar matriculado nas graduações da área. Atualmente, é dividido por capítulos estudantis, como o de Robótica e Automação (RAS), Computer Society (CS) e Eletrônica de Potência e Aplicações Industriais (PELS/IAS).
Até o momento, a equipe do IEEE fez duas visitas, ambas à Escola Estadual Winston Churchill, na Cidade Alta. Na ocasião, questionou uma das turmas do terceiro ano sobre qual carreira gostariam de seguir e se surpreendeu ao constatar que, entre 28 alunos, somente um planejava entrar na área de exatas. O resultado os fez perceber que a maioria dos estudantes hesitava em escolher um curso cuja grade curricular envolvesse matemática, física ou informática por considerar a graduação difícil ou por não ter conhecimento de grande parte do conteúdo.

O tema escolhido para a primeira aula foi Circuitos Elétricos e consistiu em uma explicação geral, já que era o primeiro contato dos estudantes com a matéria. Em seguida, houve a montagem de um labirinto elétrico, prática em que é necessário passar uma argola por um circuito fechado sem tocar no material. Os discentes foram incentivados a participar em grupos, e o experimento obteve a repercussão esperada. “No final, teve uma menina que disse ‘agora eu vou fazer física’, porque ela realmente gostou da prática. Mostramos que não é algo tão complexo”, explica Viviane Leão.
Outro objetivo do projeto é incentivar o ingresso não apenas nos cursos de exatas, como Engenharia Civil, Elétrica ou Mecânica, mas também na licenciatura, por exemplo, professores de Matemática ou de Física. Assim, o grupo procura interagir com a turma de maneira mais didática, enfatizando a interdisciplinaridade entre cada área.

“Quando chegamos lá, disseram ‘eu até gosto de física, é mais fácil que matemática’, mas na física estudamos fenômenos expressos por fórmulas matemáticas, então é essencial desmistificar a teoria de que os cursos de exatas não têm utilidades práticas”, afirma Samuel Viturino.
Com a ação voltada para as turmas do terceiro ano, o Ramo Estudantil do IEEE descobriu a existência de laboratórios que não estavam sendo utilizados devido à falta de profissionais capacitados para desenvolver atividades com os alunos. Assim, a equipe ofereceu sua própria mão de obra para solucionar o problema. Foi estabelecida, então, uma parceria que prevê futuras visitas à Escola Estadual Winston Churchill.
O próximo destino do projeto é a Escola Estadual Berilo Wanderley, em Neópolis, para uma turma do Técnico de Informática, onde se pretende realizar a mesma prática, adicionando mais uma ferramenta, o arduíno, já conhecido pelos estudantes.
As escolas que desejam receber o IEEE Irmão podem entrar em contato pelo email: ufrnieee@gmail.com.
