Projeto A Cidade [Moderna] em Cena promove exibição de filme nesta quinta-feira

Notícia publicada em 5/11/2013Gerais

O Departamento de Arquitetura (DARQ) e o Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPGAU) da UFRN promovem, no dia 07/11, mais uma edição do Projeto A Cidade [Moderna] em Cena. O filme exibido será Traço Concreto, um documentário do ano de 2010 dirigido por Danilo Pschera e Eduardo Baggio.

A exibição acontece na próxima quinta-feira, 07/11, às 18h30, no Mini-Auditório do PPGAU.

Contato: jclewton@hotmail.com

Sinopse do filme:

O documentário Traço Concreto, dirigido por Eduardo Baggio e Danilo Pschera, para falar da arquitetura modernista em Curitiba, se divide em três blocos. Em cada um deles, explora um momento de vida de uma casa construída dentro desse estilo arquitetônico, mas em períodos históricos distintos, nos quais as linhas edificadas dialogam com seu tempo, e suas inquietações.

Para falar do nascimento do projeto de uma casa, em construção no ano de 2008, quando o documentário saiu do papel, os diretores recorreram a uma resistência criada por Marcos Bertoldi, expoente da arquitetura brasileira contemporâneo e profissional de reconhecimento internacional. Tendo como consultor o historiador e arquiteto Iran Dudeque, cujo livro Espirais de Madeira: Uma História da Arquitetura de Curitiba (sua tese de mestrado) teve papel fundamental na pesquisa feita para a realização do filme, Baggio e Pschera procuraram alinhavar um roteiro que fugisse do óbvio, do meramente didático e cronológico.

Já para retratar-se de uma casa “viva”, habitada, com histórias de vida pulsando em seus cômodos, a opção foi por uma construção nas imediações do Parque Barigui, assinada pelos arquitetos Salvador Gnoato e Osvaldo Hoffman Filho e erguida em 1979.

Por último, no intuito de mostrar o extremo mais triste, o fim da história de uma casa com enorme significado artístico e histórico, foi escolhida a casa desenhada por Lolô Cornelsen em 1949, situada na Alameda Presidente Tauanay, no Batel, e demolida no fim nos anos 1991.

Cada uma dessas residências, como já foi dito, estabelece uma conversa com a época na qual elas foram projetadas e construídas. A Casa Lolô Cornelsen, que veio ao mundo no fim da atribulada década de 40, no pós-Segunda Guerra Mundial recebeu em seus cômodos amplos, de pé direito alto, os presidentes Juscelino Kubitschek e Costa e Silva, e mantinha forte diálogo com o que viria a se consolidar como o concretismo e as ideologias de esquerda em um mundo polarizado pelo início da Guerra Fria.

Já a de Gnoato e Hoffman Filho, com sua fachada cerrada, ergue-se quase como um libelo contra o cerceamento da liberdade de expressão imposto pela ditadura militar nos anos 1970. A casa mais recente, de Marcos Bertoldi, por sua vez, nas palavras do próprio arquiteto, tem menos compromissos ideológicos, distanciando-se desse âmbito mais político, para aproximar-se mais de uma debate de ordem estética.

CARTAZ_TRAÇO CONCRETO

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