Palestra sobre a trajetória do arquiteto Gregori Warchavchik
Notícia publicada em 29/03/2012EventosAcontece nessa sexta-feira, 30 de março de 2012, a palestra Fraturas da Vanguarda – A trajetória do arquiteto Gregori Warchavchik. A palestra será às 10h, no Auditório do Setor IV, Bloco i.
Com o Prof. Associado José Tavares Correia de Lira (FAUUSP) – Diretor do Centro de Preservação Cultural da USP.
A palestra apresentará parte dos resultados da pesquisa sobre a trajetória intelectual, artística e profissional do arquiteto Gregori Warchavchik, publicada no livro “Warchavchik: Fraturas de vanguarda” (editora Cosac Naify, 2010).
Pioneiro da arquitetura modernista no Brasil, surpreendentemente Warchavchik não tinha merecido ainda uma pesquisa de fôlego sobre toda sua obra. Com levantamentos em vários acervos na Ucrânia e na Itália, além dos brasileiros, a pesquisa do professor José Lira veio preencher essa imensa lacuna na historiografia da arquitetura brasileira.
Da apresentação do prof Adrian Gorelik: O livro “busca, em primeiro lugar, repor essas pontes, reconstruir os mais diversos contextos em que a arquitetura se intersecta e vai ganhando inteligibilidade; busca encontrar um novo lugar para o historiador da arquitetura como historiador da cultura. Mas um lugar que, por sua vez, também permite indagar melhor o mais especificamente arquitetônico, já que, heterotópica por excelência, a arquitetura precisa desse olhar estrábico para ser entendida cabalmente.
Qual Warchavchik surge desse novo ponto de vista? Sabemos que a historiografia da arquitetura brasileira havia situado o arquiteto de origem ucraniana no lugar incômodo de pioneiro de uma arquitetura moderna que, no entanto, tomou outro rumo (e há algo mais paradoxal – e patético – para um pioneiro, que abrir um caminho que depois ninguém percorre?). Esse personagem funcionou quase exclusivamente como combustível historiográfico do grande clássico (no sentido das rivalidades esportivas) entre São Paulo e Rio de Janeiro sobre a origem da arquitetura moderna brasileira – e por isso todos os estudos sobre Warchavchik não iam além de seu momento vanguardista, o breve lapso entre a chegada ao Brasil e os primeiros anos da década de 1930. Lira distancia-se dessa perspectiva, não tanto porque ofereça uma explicação diferente desses topoi, mas porque discute a própria busca da origem, a vontade teleológica dos relatos tradicionais: para o historiador da cultura arquitetônica não se trata de canonizar figuras ou definir os rumos corretos do que foi a arquitetura moderna, mas de compreender.”.
Fonte: DARQ – Departamento de Arquitetura da UFRN
