Instituto Internacional de Física da UFRN inaugura supercomputador com sistema de alto desempenho
Notícia publicada em 14/03/2012GeraisNeste mês, no Instituto Internacional de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – IIF/UFRN, foi iniciado o novo sistema de processamento de alto desempenho com o mesmo modelo de supercomputador usado em grandes instituições de pesquisa internacionais.
A máquina foi adquirida pelo IIF e é capaz de realizar 18,5 trilhões de cálculos por segundo, ou 18,5 Teraflops, em termos técnicos. O Altix UV 1000, fabricado pela empresa SGI, possui 2 mil GB de memória RAM, com capacidade de 16 mil GB, processador de 1.024 núcleos, com capacidade para o dobro, 24 mil GB de espaço de armazenamento e está apoiado por uma estrutura redundante de geradores. A máquina custou pouco mais de R$ 2,4 milhões de recursos do próprio Instituto.
A proposta é que o Altix UV 1000, ou “Baby”, apelido atribuído ao computador pelo pessoal do IIF, possa ser também utilizado por físicos teóricos e astrofísicos de todo o Brasil. O computador pode ser acessado de forma remota, ou seja, controlado à distância, através de permissão. Pesquisadores serão capazes de processar suas equações e dados complexos mesmo longe do supercomputador. Os pesquisadores interessados em utilizar o sistema devem enviar seus pedidos de acesso para cpd@iip.ufrn.br para obter mais informações
De acordo com Rubens Cedro, um dos gerentes de tecnologia do IIF, “O benefício disso é que os pesquisadores vão poder acelerar o desenvolvimento de seus estudos”. De fato, dados e cálculos complexos poderão ser processados muito mais rapidamente com o novo supercomputador.
O Instituto Internacional de Física foi inagurado em 2010 com a proposta de internacionalização da UFRN e elevação da pesquisa não apenas no Rio Grande do Norte, mas em todo o Brasil. Na ocasião, o então ministro de Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, disse “Estou confiante que esse Instituto será muito importante para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte e do Brasil”. Podemos perceber que o IFF está engajado em fortalecer a formação de novos quadros científicos no Brasil.
Fontes:
AGECOM – Agência de Comunicação da UFRN
Jornal da Ciência da SBPC – jornaldaciencia.org.br
