Exposição do CT promove inclusão e direito à cidadania

Notícia publicada em 19/12/2022Eventos Finalizados
Aryela Souza de CT/UFRN
Programação da Exposição de Equipamentos de Interesse Comunitário – Arte: Darq

 

Projeto de extensão do Departamento de Arquitetura (Darq), Centro de Tecnologia (CT/UFRN), realiza, nesta segunda-feira, 19, a Exposição de equipamentos de interesse comunitário – exercício de projetos arquitetônicos na área de tancagem da comunidade Brasília Teimosa em Natal, RN. A atividade acontece no Ginásio Arena do Morro em Mãe Luiza, às 18h30, aberto a toda comunidade.

Organizada pela ação de extensão O Projeto como Vetor da Promoção da Cidadania: Grupos focais e exposições de projetos arquitetônicos de equipamentos de interesse comunitário, a iniciativa visa apresentar produções desenvolvidas pelos estudantes da graduação e da pós-graduação fundamentadas nos princípios de inclusão social e direito à cidade. O objetivo é ressaltar a importância da criação de políticas públicas para a construção de equipamentos de qualidade em periferias urbanas.

Os trabalhos foram produzidos nos componentes curriculares Metodologia do Projeto Arquitetônico, da graduação, e Oficina de Concepção Colaborativa, do mestrado profissional do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura, Projeto e Meio Ambiente (PPAPMA), do CT/UFRN, no segundo semestre de 2022. As propostas foram fundamentadas nos princípios da Rede e Inclusão, uma iniciativa social apartidária e sem fins lucrativos composta por integrantes do Centro Sócio Pastoral Nossa Senhora da Conceição e da UFRN. A organização é dedicada à formulação de ações de interesse público voltadas para os segmentos sociais mais vulneráveis.

A ideia de associar os referidos princípios e valores ao ensino e à extensão universitários partiu dos professores Heitor de Andrade Silva e Clara Ovídio de Medeiros Rodrigues e busca contribuir para a formação de profissionais sensíveis a demandas socioambientais. Também propõe fundamentar propostas de políticas públicas, que incluam no orçamento público a construção de equipamentos de interesses comunitários nas periferias das cidades. A Rede e Inclusão elaborou a cartilha A rede de inclusão e direito à cidade nas últimas eleições de 2020 e 2022 para auxiliar candidatos na elaboração de seus planos de governo.

De acordo com Heitor, o Centro Pastoral Nossa Senhora da Conceição foi uma das fontes de inspiração para a defesa das propostas devido ao seu histórico de ações no bairro Mãe Luiza, com destaque para a Arena do Morro, um projeto do escritório internacional Herzog & de Meuron, construído no Brasil e conhecido mundialmente.

“A existência disso em uma comunidade vulnerável como Mãe Luiza demonstra como um equipamento de qualidade pode beneficiar muita gente. Esse é um exemplo de vários! Eles têm instituições que abrigam idosos, escolas de reforço, pré-escolas e uma escola de música. Vários projetos são conduzidos por essa instituição e demonstram essas possibilidades que estão sendo propostas pela Rede e Inclusão”, explica Heitor de Andrade.

No início, o conceito era destinado ao cenário local, mas ampliou-se para todo o Rio Grande do Norte e tornou-se uma discussão de interesse nacional, incluindo o envolvimento de representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do BR Cidades, defensor de cidades socialmente justas e ambientalmente viáveis, entre outros, gerando uma repercussão maior do que o esperado.

O processo foi, em sua maioria, consultivo, mas contou com a participação de representantes da comunidade, escolhidos com base em informações acumuladas durante a atuação de estudantes de outras disciplinas do curso de Arquitetura no âmbito, como o trabalho realizado durante dois semestres na Comunidade de Brasília Teimosa com alunos do 4º período da graduação.

A colaboração do projeto foi dividida entre vários especialistas de áreas distintas, como análise urbanística, consultoria e concepção arquitetural. Incluíram ainda temáticas ligadas a desenvolvimento sustentável, ciência energética, arquitetura bioclimática, energias renováveis e sistemas estruturais. De acordo com Heitor de Andrade, todas as abordagens foram contempladas.

Finalmente, foram elaboradas quatro propostas distintas por quatro grupos de estudantes participantes da ação, que serão apresentadas no evento do dia 19. É importante ressaltar que, embora a exposição esteja longe de ser uma competição, os projetos foram avaliados por um júri composto por três profissionais: um representante da sociedade, um professor da área bioclimática e uma professora da área de projetos. O resultado do parecer será divulgado após as apresentações, às 19h50, de acordo com a programação do evento.

Durante a exposição, o grupo pretende também apresentar a Rede e Inclusão e os frutos da experiência acadêmica que envolve tanto ensino quanto extensão. Ao final, o evento será aberto para discussão e para que haja algum encaminhamento. Como a ação não é financiada, busca-se parceria de profissionais, assim como representantes da sociedade e representantes eleitos que tenham interesse na discussão.

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