EDUFRN firma parceria com LABRE para recuperar livros para acervo digital

Notícia publicada em 6/08/2015Gerais

A Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (EDUFRN) firma parceria com o Laboratório de Restauração e Conservação de Livros e Documentos Históricos (LABRE) para recuperação de obras raras e de livros com apenas um exemplar, para compor o seu acervo digital.

A diretora Conceição Fraga disse que quer “acelerar esse processo”, ao se referir à implementação do Acervo Digital da EDUFRN, que teve sua elaboração ainda na gestão da professora Margarida Dias.

Para a atual diretora, “o mundo hoje é dinâmico e virtual, você joga algo na internet e rapidamente é consultado e visto por várias pessoas”. Ela ressalta que a história da EDUFRN se confunde com a da UFRN. Igualmente, a história da produção acadêmica na Instituição se confunde com a formação dos professores, de modo que o que se tem “é um acervo construído pelas pesquisas e seus resultados”.

A recuperação das obras tem a coordenação da professora Conceição Guilherme Coelho, do Departamento de História da UFRN, com a equipe de bolsistas composta por: Dayane Nunes da Silva e Sirleide Gláucia da Silva, do curso de Ciências da Informação; Tatiana Diniz de Souza, do curso de Comunicação Social e Tawan Júnior M. da Costa Alves, do curso de História.

A professora Conceição Coelho disse que a recuperação ocorre por fases. A primeira é de identificação, com preenchimento de fichas. Depois vem a fase de limpeza mecânica, que segundo ela, é feita com trincha. A professora ainda explica que normalmente é preciso manusear o material para saber se precisa de uma limpeza com o pó de borracha. Geralmente é utilizado trincha e o pó de borracha.

A fase seguinte é a fase de lavagem, que só é realizada caso os livros tenham fungos. Depois a fase de restauração, em que são realizados remendos, enxertos, velaturas, recolagem etc. Na fase do acondicionamento, a equipe vai aprender a fazer o material para acondicionar as obras (caixas,envelopes), isso de acordo com a necessidade de cada uma.

Todo o processo deve durar em média um ano, por se tratar de uma atividade minuciosa e que exige tempo, como conta Conceição Coelho: “Parece ser rápido, mas não é. Depende do número de páginas e do estado em que o livro se encontra. Às vezes você faz um enxerto e quando ele enxuga, observa que não ficou legal, desmancha e faz todo processo outra vez, até que ele entre no padrão de qualidade. O livro precisa ficar exatamente igual quando ele era novo. É preciso que as pessoas vejam que o livro foi restaurado, respeitando as formas originais da obra”.

Fonte: Boletim Diário da UFRN – Natal/RN, quarta-feira, 05 de agosto de 2015 – nº 144 – Ano XV

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