Darq visita aldeia indígena de Assú
Notícia publicada em 3/06/2025Gerais
O Departamento de Arquitetura (Darq), vinculado ao Centro de Tecnologia (CT/UFRN), visitou, no último sábado, 31 de maio, a aldeia Caboclos do Assú, localizada na zona rural do município de Assú. Trata-se da terceira ação do projeto de extensão Grupo de Assessoria Técnica em Habitação de Interesse Social (ATHIS). A visita ao território é resultado da parceria com o Fórum Interinstitucional de Promoção de Direitos Indígenas (FOINPDI/RN), por meio da juíza e coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania da Justiça Federal (Cejusc/JFRN), Gisele Maria da Silva Araújo Leite.
A visita foi coordenada pelos docentes José Clewton do Nascimento e Eunádia Cavalcante, acompanhados pelos discentes do curso de Arquitetura e Urbanismo, Augusto César da Silva Moreira e Maria Eduarda Rodrigues da Silva. A equipe foi recebida pelo cacique Adriano Lopes, juntamente com outros 12 moradores. Reunidos na capela, os representantes apresentaram aspectos da cultura e das dificuldades enfrentadas na aldeia.
A comunidade demanda projetos arquitetônicos para a construção de uma cozinha comunitária destinada à produção de pães, bolos, biscoitos, salgados, além de capacitações por meio de cursos, com o objetivo de incrementar as atividades econômicas.
Caboclos do Assú é formada por cerca de 44 famílias que sobrevivem da criação e venda de galinha caipira e ovos, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), realizado pelo Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RN). Quando o inverno é propício, a população também consegue tirar seu sustento da agricultura de subsistência.

Alguns moradores trabalham em cidades vizinhas, como Itajá e Paraú, pois enfrentam dificuldades relacionadas à restrição de água para consumo, à água com salinidade e a terras inapropriadas para a agricultura, o que dificulta o plantio em épocas de seca, como ocorre este ano.
Para superar essas adversidades e proporcionar melhores condições de vida ao povo, a comunidade vem substituindo antigas casas de taipa por casas de alvenaria, utilizando a autoconstrução e o trabalho voluntário. Atualmente, o cacique Adriano conduz a construção de uma edificação de uso misto, que servirá como sede da associação e ponto de atendimento à saúde indígena.
Com os projetos em mãos, a aldeia deve buscar meios para conseguir recursos para a execução. Os equipamentos, uma vez construídos, contribuirão para o desenvolvimento socioeconômico da comunidade.
Fonte:CT/UFRN. Texto: Aryela Souza; Edição: Hellen Almeida; Revisão: Beatriz de Azevedo.
