CT desenvolve cartazes acessíveis para pessoas com deficiência
Notícia publicada em 19/02/2025Gerais
Projeto utiliza sistema de escrita tátil utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão. Foto: Cícero Oliveira.
O Centro de Tecnologia da UFRN está desenvolvendo um projeto que visa melhorar a acessibilidade para pessoas com deficiências visuais e auditivas. A iniciativa busca criar cartazes acessíveis que utilizem braille – sistema de escrita tátil utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão – e impressão 3D para identificação de ambientes. O projeto está sendo coordenado pelo professor Bismarck Silva, do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMat/CT), e conta com a colaboração de alunos, professores e técnicos de diversas áreas da universidade.
O projeto também inclui a inserção de QR Codes que permitem que pessoas com deficiência visual obtenham mais informações apontando a câmera do celular para o cartaz. Os protótipos de cartazes apresentam duas variações: uma com fundo branco e letras pretas para deficientes visuais, e outra com fundo preto e letras amarelas para a comunidade surda. Após testes e validações, o projeto será implantado inicialmente no Centro de Tecnologia da UFRN.
O revisor de textos braille da UFRN Sidney Soares Trindade, um dos envolvidos no projeto, compartilha sua experiência pessoal: “Sou deficiente desde que nasci. No século passado, havia muita escassez de equipamentos, impressoras braille e acesso à informação. São projetos como esse que vem mudando a vida das pessoas com deficiência”, ressalta.
O professor Bismarck, explica que no âmbito da engenharia de materiais consegue atuar em diferentes ramos do conhecimento, incluindo iniciativas relacionadas a acessibilidade, sistema de escrita braille e técnica de impressão 3D. “Nesta área do braille, especificamente, começamos a trabalhar para a fabricação de alguns materiais de caráter acessível, trazendo flexibilidade e redução de preços”.

Camila Louyse Oliveira da Rocha, uma das alunas envolvidas, também destaca as etapas do projeto: “Passamos por diversos cursos de capacitação, desde a escrita braille até o uso de programas como o Braille Fácil, que transforma a escrita digital em braille para impressão. Realizamos diversas reuniões com as comunidades surda e cega para validar os protótipos”.
Sidney também reforça a importância do projeto: “Precisamos de inovações para levar o problema à discussão e encontrar soluções que promovam a inclusão de fato”, acredita.
Outros detalhes do projeto podem ser conferidos no vídeo Engenharia de materiais e a acessibilidade, disponibilizado no Canal Confea, do YouTube. Participam do projeto membros do curso de Engenharia de Materiais, da Escola de Música, do Setor de Musicografia Braille e Apoio à Inclusão (SEMBRAIN), do Departamento de Letras, da Licenciatura em Letras Libras e da Secretaria de Inclusão e Acessibilidade (SIA), entre outros.

